Falar do Minho é falar de um mundo rural, criado pela natureza e por gente simples que soube usar e respeitar os valores naturais. Gente bairrista, acolhedora, crente e humilde que encontrava no campo, na eira, no moinho, no celeiro, na adega, nos lavadouros públicos, na Igreja, na feira, nas festas e romarias e nos arraiais populares a alegria e os prazeres da vida, distinguindo e conservando sempre o sagrado e o profano.
Escondidos ou esquecidos lá nos lugares mais recônditos daquela aldeia singular que algures alenta a alma do nosso Minho, lá estão os sinais que projetaram e alicerçaram o mundo em que vivemos.
Inquietado por um “sonho” que havia de levar a descobrir e conservar tais valores, marcados pelo tempo como símbolo da nossa identidade e a razão da nossa existência, não resisti em convidar um grupo de homens e mulheres que, também eles tocados pela saudade dos tempos e pelo afeto ao que de mais belo a natureza nos oferece em cada dia que nasce, se afirmassem comigo no que somos, onde estamos e o que queremos desta terra que pisamos.
Foi então, em meados da década de 90 do século passado, quando a vida ainda era vivida com outro ritmo, que nasceu a associação aqui apresentada, e com ela um projeto que se concretiza dia após dia, nesta região onde muito há para descobrir, recordar, admirar e desfrutar.
Tal como os nossos filhos, que crescem, formam-se e integram-se na sociedade herdando os ensinamentos dos pais, também o futuro se constrói com a experiência e o testemunho daqueles que viveram antes de nós.
Preservar os valores que nos rodeiam é alicerçar a evolução da nossa sociedade, pois não há progresso nem futuro que não tenha por base o passado.
O Presidente da Direção
Abílio Araújo