A associação Grupo de Reserva do Património Cultura e Tradição é uma estrutura associativa de utilidade pública que se empenha sem fins lucrativos, através do associativismo criado e sustentado no meio da comunidade, na defesa, valorização e divulgação do património cultural, natural, ambiental e familiar.
Abraçada ainda ao voluntariado numa relação solidária para com o próximo na solução/resolução dos problemas que afetam as populações e a sociedade em geral, através de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, a associação criou o Núcleo de Voluntariado Vale do Cávado. Tal como a associação, também o Núcleo atuará sem limites geográficos.
Movidos pelo sentimento de entrega, de partilha, de ajuda, de procura e de preservação no sentido de aproximar e integrar o voluntário nos movimentos e na sociedade, o projeto foi idealizado em 2006 e logo a “seara” começou a ser preparada junto da Segurança Social e em Lisboa no Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV) e (NAT) - Núcleo de Apoio Técnico ao CNPV, partindo agora para a colheita dos frutos desejados.
Além dos projetos, atividades e ações de solidariedade que irá desenvolver, o Núcleo de Voluntariado recebe o pedido de pessoas interessadas em fazer voluntariado e das organizações que pretendem voluntários, e encaminha os interessados para as respetivas organizações que os vão receber.
O voluntariado exerce-se nas áreas de: ação social, saúde, educação, ciência e cultura, proteção da natureza, defesa do património e do ambiente, defesa do consumidor, emprego e formação profissional, reinserção social, proteção civil, solidariedade social e muitas outras.
Nos tempos que correm torna-se cada vez mais necessário encontrar no voluntariado formas de alertar, informar, esclarecer e aconselhar, disponibilizando aos mais necessitados o acompanhamento e/ou encaminhamento através de psicólogos, médicos, advogados, professores, educadores, etc.
Sendo a Igreja a base da solidariedade e do caminho para o encontro com o próximo, e o associativismo uma fonte de inspiração para as populações que se tornam agentes da sua própria cultura contribuindo para o desenvolvimento e enriquecimento cultural e social do povo e da sociedade, o voluntariado é alento na consolidação da comunidade.
Nesse sentido, atentos aos desafios que a Igreja nos coloca, também através dos párocos que conhecem bem as necessidades e dificuldades das suas paróquias, assim como por meio dos ministros da Comunhão que se deslocam aos mais diversos lugares das aldeias e cidades levando a Sagrada Comunhão aos doentes e idosos, os voluntários chegarão da melhor forma com os diferentes tipos de ajuda àqueles que dela precisam.
Porém, a forma como às vezes fazemos o voluntariado tem vindo a provocar alguma desconfiança no seio da comunidade.
Convém, pois, que o voluntariado não seja exercido com interesses económicos alheios ao objetivo, políticos ou outros, nem mesmo de protagonismo. O voluntariado deve ser para servir e não para ser servido. O voluntariado nunca deveria orientar-se pela sombra da política. O voluntariado não é apenas criar os Bancos Locais de Voluntariado, que começam a ficar na moda, e esperar pelas inscrições dos voluntários ou das organizações que deles necessitam. O voluntariado não é só organizar campanhas solidárias porque é lindo ou para mostrar que temos “bom coração” e levar sacos de roupa e quilos de arroz ou massa por vezes a quem não precisa.
Voluntariado é socorrer os necessitados; é visitar os doentes; é acompanhar e encaminhar os que sofrem com qualquer doença (como a Igreja propôs no 20º Encontro Nacional da Pastoral da Saúde); é encarar as limitações das pessoas com mobilidade condicionada; é perceber e descobrir no outro as necessidades que ele não pode ou tem vergonha de manifestar; é dar a mão àquele que começa a ficar para trás ou não consegue enfrentar e acompanhar a vida; é ir ao encontro dos meninos de rua, dos homens e mulheres que dormem debaixo da ponte e dos que vivem sós entre as paredes da sua casa; é resolver os problemas que afetam os cidadãos, em vez de passarmos ao lado ou por cima deles; é criar e desenvolver projetos de entreajuda e de auxílio aos mais carenciados; é fazer companhia aos idosos; é ir às cadeias visitar os presos; é fazer o acompanhamento dos ex-reclusos (como a Igreja propôs também em Janeiro deste ano no Encontro Nacional da Pastoral Prisional); é organizar e participar em projetos de interesse para a comunidade; é promover palestras informativas; é criar um gabinete para aconselhamento jurídico; é proteger a floresta; é defender o ambiente; é preservar e divulgar o património cultural; etc. Enfim! Exercer voluntariado é entregar-se de coração humilde e sensível para servir e proteger os valores que são a essência da nossa existência bem como os que fazem a nossa sociedade.
Como nos diz Jesus através do Evangelista São Lucas «a seara é grande mas os trabalhadores são poucos» «mandando em missão dois a dois, à Sua frente, os setenta e dois discípulos que designou», o voluntariado assume-se partindo em missão ao encontro dos que precisam de algum tipo de ajuda, e integrando-se nas tarefas ou atividades das diferentes áreas onde se pode exercer o voluntariado.
Apesar de ser um local ou uma forma de encontro ou de interligação entre a oferta e a procura de voluntários, é necessário criar e consolidar uma rede de voluntariado capaz de chegar, intercetar e inquietar a sociedade, fazendo da caridade o símbolo da humanidade.
Para o efeito, a associação convida e desafia todos aqueles que, desde o simples cidadão aos advogados, professores, educadores, médicos, enfermeiros, psicólogos, sacerdotes, ministros da Comunhão, etc., possam dispor de um pouco do seu tempo para ir ao encontro dos que precisam de ajuda ou companhia. Partilhar o que temos e somos é construir a nossa própria felicidade.
Também se aceitam propostas para possíveis celebrações de protocolos com instituições ou organizações (não políticas) que desejem fazer parceria com a associação, integrando-se assim no projeto do Núcleo de Voluntariado Vale do Cávado.
A associação pode ser contactada por escrito para: Grupo de Reserva do Património Cultura e Tradição, Rua de Regadas nº385, 4755-360 Moure BCL, ou pela Internet em www.grpct.maisbarcelos.pt e pelo e-mail grpct.drc@maisbarcelos.pt. Pode também ser feito qualquer contacto através do telemóvel 919120018.
Abílio Araújo - Presidente da Direção